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Um grande casamento

Tempos atrás houve um grande casamento em nossa cidade. Não sei quantas pessoas estavam presentes, mas julgo que foi muito grande, devido ao número de foguetes que foram estourados. Fiquei pensando: será que toda essa algazarra foi alegria, solidariedade? Descobri, posteriormente, que o noivo já tinha uma bela idade e finalmente decidiu abandonar o solteirismo. Os foguetes eram uma homenagem de seus companheiros de farra. E mais uma vez ficou aquela impressão de que o casamento é o fim da liberdade e início de uma vida prisioneira. Bem de acordo com algumas inscrições em pará-choques de caminhões, onde se lê: "Se o casamento fosse bom não precisava de testemunhas" e "Nasceu, cresceu, ficou bobo e se casou".

Matrimônio é para gente adulta. E o bom pedaço, aquele que os churrasqueiros guardam para si, está reservado justamente para as pessoas maduras. Prisão e matrimônio só são sinônimos para aquelas pessoas que não avaliaram suficientemente o seu sim.

No casamento não somos livres de compromissos. Tampouco livres para a irresponsabilidade. Somos livres, isto sim, para amar e buscar juntos o caminho do respeito mútuo e da fidelidade.

Pelo que a Bíblia me fala, Deus não é ruim. Ele quer o meu bem, e por isso eu não acredito que o casamento seja uma triste prisão, pois foi instituído por esse Deus que quer o bem das pessoas. Quer o meu bem e o seu bem. Casamento pode ser prisão se Deus não está presente nele. Pensemos nisso!

(Adaptado do Livro de Orlando e Dóris Keil - O que é o amor?).
 

 

 

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