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AS MÃOS

(Confeccionar mãos para a dinâmica. Duas mãos grandes (do Criador) multicolorida de um dos lados e brancas de outra e mãos de diferentes cores para as pessoas criadas por Deus).

Quando tudo estava desordenado, vazio e sem vida, apareceu uma mão, ou melhor, duas mãos muito criativas e ativas que foram dando forma e vida ao mundo. Descansaram somente um dia, mas antes, dançaram alegres porque tudo o que haviam criado era muito bom. (mover as mãos).

Com o passar do tempo tudo o que existia, necessitava de outras mãos e elas foram surgindo, de diferentes cores, umas mais fortes outras mais delicadas, umas mais decididas, outras mais acanhadas, mas cada uma a imagem e semelhança daquelas primeiras mãos.

Cada uma encontrou o que fazer e como fazer e se encontraram todas juntas num mesmo sentir, porque estar juntas e trabalhar era muito bom.

E teve a dança, dança das mãos. (levantar as mãos e agitá-las conforme ritmo de uma dança: valsa)

Um dia as mãos começaram a encontrar diferenças entre elas, suas cores, seus trabalhos, seus tamanhos, seus desejos. Por isso, como as mãos tinham cores diferentes começaram a separar-se uma das outras por sua cor; buscando afinidade, criando grupos cada vez mais unidos. (formar grupos por cores e levantar as mãos).

Mas a festa da alegria perdeu aquela pincelada multicolor que no início as caracterizava. Agora eram pequenos grupos de uma só cor e com os mesmos interesses. Tornavam-se pouco a pouco mais tristes, mais frias, separadas e mais monótonas, porque tudo o que pensavam, diziam e faziam era igual.

Chegaram a tal ponto, que perderam o ânimo para realizar suas tarefas. As danças celebrativas, sempre da mesma cor, já eram raras. Sem dar-se conta aqueles grupos foram se desintegrando, cada uma voltou ao seu lugar de origem, mas agora sem saber o que fazer.

Foram sozinhas, tristes, inseguras, desorientadas, sem consolo, sem esperanças. Assim andaram muito tempo e num momento recordaram quando faziam festa, dançavam juntas e não importavam as diferenças. De vez em quando trocavam olhares umas com as outras, mas eram tantos os motivos que as haviam separado; que quebrar esse momento era arriscado e talvez até impossível; mas no seu mais profundo era o desejado. Assim, cada mão foi levantando-se pouco a pouco, muito lentamente. (levantar as mãos).

Foi um gesto muito sentido, não para dançar desta vez e sim para clamar desde seu lugar por esperança, consolo, orientação, segurança, alegria e sonhos.

Tantas mãos levantadas, separadas, mas unidas num mesmo sentir e viver fez com que aparecessem novamente duas, iguais a aquelas primeiras, iguais a todas que se levantavam. (mostrar o lado das cores).

As mãos viram que a que tinham diante de si era igual a elas, não a uma, mas igual a todas.

E houve agitação das mãos. Houve festa e dança como na primeira vez, no início. Viram, então, que é bom que as mãos se levantem em dança celebrativa, quando todas juntas se envolvem num mesmo sentir e interesse. (agitar as mãos).

Desde então, não importava suas diferenças, importava que são mãos. Mãos que sempre vão estar unidas, juntas para festejar, para celebrar, como uma festa multicolorida.

Colaboraçao do P. Sigfrid Trage




 
 
 

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