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OS CINCO SENTIDOS NO CULTO

1o momento
Um dos grandes problemas do culto na época da Bíblia, assim como hoje, é a sua desvinculação da vida cotidiana. Para introduzirmos esta temática, queremos refletir sobre nosso culto e a sua ligação com o mundo que o cerca. Faremos isto procurando envolver os cinco sentidos do nosso corpo.

Preparação do ambiente: o salão deve ser previamente preparado com cinco espaços, um para cada sentido. Outra possibilidade é preparar cinco salas próximas umas das outras, reservando uma sala para cada um dos cinco sentidos. Nestes espaços ou salas estarão dispostos:

a) Para a visão: uma fotomontagem com fotos de celebrações litúrgicas misturadas com cenas do dia-a-dia.

b) Para a audição: uma fotomontagem com uma música sacra, por exemplo: Jesus, a alegria dos homens, intercalada com sons do cotidiano.

c) Para o ato: um ou mais objetos usados no culto (Bíblia, hinário), ao lado de objetos ou materiais de trabalho (tijolos, enxada, madeira, etc.).

d) Para o olfato: um buquê de flores ao lado de uma estopa ou pano molhado com gasolina.

e) Para o paladar: um prato com algo gostoso para comer (o suficiente para cada participante poder experimentar), ao lado de uma vianda com arroz e feijão frio, além do pão e do vinho.

Se a dinâmica for realizada no salão, todos os elementos estarão dispostos ali, exceto a música que ficará numa sala separada.

O grupo será dividido em cinco subgrupos. Cad grupo passará por todos os espaços num sistema de rodízio, permanecendo, aproximadamente, cinco minutos em cada um deles. É importante que cada participante do grupo experimente, sinta e reflita sobre o que observou.

Após a passagem de todos os grupos por todos os espaços, haverá uma plenária para trocar de experiências.

Perguntas norteadoras:

a) O culto dever estar alienado do mundo? Até que ponto?

b) Nossos cultos nos motivam a trabalhar por um mundo melhor?

c) Qual a nossa participação no culto?

d) Quantos e quais sentidos nós usamos no culto? Devemos usar todos?

e) Que tipo de culto fazemos com as crianças?

2o momento
A discussão em plenária volta a ser dividido para uma discussão em duplas, através da dinâmica do círculo interno - círculo externo.

A dinâmica funciona da seguinte maneira: formam-se duplas que se sentam frente a frente, criando um círculo interno e outro externo. Cada dupla dialoga durante dois ou três minutos sobre uma das teses ou perguntas relacionadas aos cinco sentidos nas nossas celebrações.

Passado o tempo determinado, o coordenador dá um sinal. Neste momento, tanto as pessoas do círculo interno quanto as do círculo externo avançam uma cadeira à sua direita. As teses e as perguntas, no entanto, permanecem no lugar. Desta forma, duas pessoas diferentes discutirão teses ou perguntas diferentes sempre.

A dinâmica segue até que todas as pessoas passaram por todas as questões.

Todos com o todo o corpo (teses com todo o corpo)

Eu sou uma pessoa e tenho um corpo. Neste corpo estou no mundo, aqui e agora.

Pelo meu corpo entro em contato com tudo e com todos que me cercam.

Pelo meu corpo estabeleço relação plena com as outras pessoas e com Deus.

De que maneira poderíamos explorar ainda mais a audição em celebrações com crianças?

Conforme João 1.14 e Filipenses 2.5-11, Deus, o Verbo, tomou corpo e se fez presente entre nós, falando, ouvindo, tocando.

Conforme 1 João 1.1-4, a experiência de Deus passa pelo nosso corpo.

De que maneira poderíamos explorar ainda mais o tato em celebrações com crianças?

A comunicação e a comunhão entre nós e Deus acontecem de diferentes formas, através de pessoas, lugares, objetos, gestos, sinais e símbolos. O Antigo Testamento e o Novo Testamento estão carregados de gestos e ações simbólicas (ex: a sarça ardente, o vaso do oleiro, o lava-pés). Os sacramentos são expressão por excelência de comunhão.

De que maneira poderíamos explorar ainda mais o paladar em celebrações com crianças?

A nossa expressão de fé é carregada de ritos e símbolos que brotam da ação primeira de Deus.

A nossa ação é re-ação a esta ação primeira de Deus.

De que maneira poderíamos explorar ainda mais a visão em celebrações com crianças?

A nossa fé nos desinstala e nos põe a caminho, em movimento. A celebração deve ser uma vivência ativa e dinâmica, uma amostra do reino e um ensaio para a nossa atuação no mundo.

De que maneira poderíamos explorar ainda mais o olfato em celebrações com crianças?

Em nossas celebrações falamos e nos tocamos em nome de Deus. Falamos por Deus para outras pessoas e falamos a Deus (canto, oração, confissão de fé). Tocamos outras pessoas por Deus (bênção, batismo, abraço da paz).

Fonte: Vida: dádiva e serviço: um estudo a partir do Apóstolo Paulo. Série Educação Cristã e Criatividade; 3, 1994.

Colaboraçao do P. Sigfrid Trage




 
 
 

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