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PROCLAMAR LIBERTACAO
Publicado sob a coordenação do Fundo de Publicações Teológicas/ Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
JOÃO 11.1-45 -
ROMANOS 8.6-11
EZEQUIEL 37.1-14
Jorge Batista Dietrich de Oliveira
1 Introdução
Estamos no 5º Domingo da Quaresma. Neste tempo, somos convidados
a acompanhar a caminhada de Jesus até a cruz, sua paixão, morte e
ressurreição. Os textos indicados são apropriados e perfazem uma unidade
temática, pois falam da vida que vence a morte. O profeta Ezequiel anuncia
que Deus mesmo tirará das sepulturas o seu povo e o fará voltar à amada
terra natal. Seu povo conhecerá que Deus é o Senhor quando ele derramar
em abundância o seu Espírito, trazendo vida e liberdade. Paulo afirma que o
Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos também ressuscitará a nós,
para que participemos da vida plena de Deus. E João nos apresenta Jesus
como doador da vida e vencedor da morte. Vejamos:
Ezequiel 37.1-14 – A visão do vale dos ossos secos marca a passagem
das mensagens de juízo para o anúncio de uma nova esperança para o povo
de Israel. Deus anuncia, por intermédio do profeta, que o povo, que está sem
esperança e sem futuro, voltará a viver de novo, pois o próprio Deus o levará
de volta da escravidão na Babilônia para casa, a terra de Israel.
Em Romanos 8.6-11, Paulo sublinha o antagonismo existente entre morte
e vida e estabelece um contraste entre os que vivem de acordo com a velha
natureza humana e os que vivem de acordo com o Espírito de Deus. O cristão
recebe uma nova vida, que é dada e dirigida pelo Espírito de Cristo. A transformação
no pensar e agir de cada pessoa é ação do Espírito. Embora o nosso corpo
vá morrer por causa do pecado, o Espírito nos dá vida, pois Cristo vive em nós.
A garantia de nossa ressurreição é a habitação do Espírito de Cristo em nós.
Em João 11.1-45, a ressurreição de Lázaro é o último e maior sinal que
Jesus realiza. Com esse milagre ele afirma: "Eu sou a ressurreição e a vida" e
mostra que tem o poder de chamar aquele que estava morto, havia quatro
dias, novamente à existência. Esse chamado vivificante confirma que a vida
plena da ressurreição já está presente naqueles que vivem com Jesus.
2 Exegese
A perícope em estudo ocupa lugar no conjunto dos capítulos 33 a 37:
oráculos de esperança e de consolação, característicos da segunda parte do ministério de Ezequiel, quando esse se encontra, juntamente com seu povo,
no exílio babilônico, após 587 a.C.
Dividimos o relato em duas partes: na primeira, o profeta descreve a
visão (v. 1-10); na segunda, explica o seu significado (v. 11-14). Ambas as
partes estão interligadas, perfazendo uma unidade.
V. 1 – “A mão de Javé” aparece sete vezes em Ezequiel (1.3; 3.14, 22;
8.1; 33.22; 37.1; 40.1). Essa expressão serve para introduzir um novo oráculo
ou um novo capítulo. Dá uma idéia do poder com que o Senhor se revela ao
profeta para agir e falar por seu intermédio.
O espírito de Javé pousa/instala o profeta no meio do vale de ossos
secos. Aqui não se sugere a idéia de um cemitério, pois os ossos estão expostos,
nem há referências sobre a origem das ossadas. Quanto ao local, o vocábulo“vale” é usado somente por Ezequiel e apenas duas vezes, aqui e em
3.22. Contudo, não há indícios suficientes para definir o local.
Esses detalhes não são importantes, pois se trata de uma visão, metáfora
de um povo exilado que olha para sua história e se reconhece sem esperança,
conforme o v. 11: “Nossos ossos se secaram, e pereceu nossa esperança;
estamos de todo exterminados”.
V. 2 – O profeta anda entre os ossos e constata que eram mui numerosos
e estavam sequíssimos. Esse quadro expressa uma realidade sem esperança.
V. 3 – Apresenta o problema existencial: “poderão reviver esses ossos?”.
Não há evidências de que Ezequiel cresse numa doutrina de ressurreição
geral dos mortos, pois nem sequer se cogitava essa possibilidade em Israel
nesse período. Por outro lado, qualquer israelita piedoso não duvidaria de
que Deus pudesse restaurar a vida aos mortos, como por exemplo em 1 Reis
17 e 2 Reis 4.33s. Por isso o profeta é cuidadoso na resposta: “Senhor Deus, tu
o sabes”.
V. 4 – Ezequiel recebe a ordem de profetizar aos ossos secos para que
esses ouçam a palavra do Senhor e vivam. Isso lembra Gênesis 1, quando
Deus falou e a vida foi criada.
V. 5 – Destaca-se aqui o verbo entrar/vir (bô’ ). Esse aparece também
nos v. 9, 10 e 12. A finalidade da ação divina é que os ossos vivam, e é por isso
que o espírito precisa entrar neles.
A palavra hebraica rûah aparece nessa perícope com três sentidos
diferentes. Nos v. 1 e 14 significa Espírito, nos v. 5, 6, 8, 9 e 10, fôlego, sopro de
vida, hálito. No v. 9, vem precedido do artigo e significa vento ou ventos.
V. 6 – Javé é sujeito da frase; é ele quem age e o povo saberá/conhecerá
(yd’) que Deus é Senhor, que pode criar a vida e fazer viver de novo. A revelação
de Deus faz-se em sua ação. A expressão “Então sabereis que eu sou
Javé” aparece também no v. 13. Ezequiel emprega 54 vezes essa fórmula em
seu livro, sempre após anunciar a ação de Deus. O povo não pode viver a não
ser que conheça o Senhor, a fonte da vida, cf. Ezequiel 47.
V. 7 e 8 – Enquanto Ezequiel profetiza, o povo é recriado pelo poder da
palavra. Juntam-se osso a osso, recebem tendões, carne e pele. Falta-lhes,
porém, a vida (rûah).
V. 9 e 10 – A profecia se concretiza. A vida vem pelo sopro de Deus,
semelhante a Gn 2.7. Esse sopro de vida vem dos quatro ventos, que também
se chamam rûah em hebraico (rûhôt,). Esse jogo de palavras significa que o
sopro vem dos quatro cantos da terra, como em 1.17 e 7.2.
V. 11 – Traz a interpretação da visão e é a chave para entender o texto.
Os ossos secos são toda a “casa de Israel”, ou seja: o conjunto dos israelitas
exilados, os do norte e os do sul. Esses perderam a esperança e consideramse
mortos, secos, tal qual o montão de ossos espalhados pelo vale. Não enxergam
saída num futuro para si e afirmam: “... e pereceu a nossa esperança;
estamos de todo exterminados”. O lamento fornece a imagem-base da profecia.
O profeta, em resposta ao clamor do povo, afirma a esperança na ação
de Javé, que devolverá a vida e a liberdade.
V. 12 – A visão começou com ossos expostos (v. 1), mas agora se amplia
incluindo as sepulturas (significa a nação onde se encontram), para ilustrar a
ação de Javé, que levará Isael de volta a uma nova vida em sua própria terra,
após seu estado de morte, no exílio babilônico.
V. 13 e 14 – Então todos conhecerão que Javé é Deus, cf. o v. 6.
Pousar / instalar (nûah) – O mesmo verbo é usado no v. 1 para afirmar
que o espírito de Javé pousa o profeta no meio do vale, onde se encontram os
ossos secos, e aqui para dizer que é Deus quem instalará os israelitas em seu
país. Deus age quando humanamente tudo parece perdido e faz o povo reconhecer
que ele é Senhor.
3 Meditação
A exemplo de Ezequiel, a pregadora e o pregador são chamados a olhar
para sua realidade de ossos secos. Compartilho aqui o meu olhar:
Nossa realidade parece diferente daquela apresentada pelo profeta
Ezequiel. Não estamos no exílio, somos uma nação soberana e livre. Entretanto,
vivemos numa sociedade neoliberal, onde se cultuam e sacrificam
pessoas ao deus “mamon”. O que importa é o acúmulo de capital e a riqueza.
Para obtê-los, passa-se por cima dos direitos e da dignidade humana, transformando
as pessoas em verdadeiras máquinas. Quando essas não produzem
o desejado, são trocadas por outras, mais eficazes. O ser humano é considerado
uma simples peça de reposição, que pode ser descartada e jogada
fora quando não serve mais, pois a lógica do lucro não conhece a compaixão.
Cria-se, assim, uma sociedade de qualificados e outra de excluídos, que cresce
cada vez mais, gerando miséria, doenças e morte. Isso me parece mais
cruel do que o exílio babilônico.
As ambições desenfreadas vão matando os últimos sinais de solidariedade
que ainda se aninham no coração humano. Na luta pela sobrevivência,
as pessoas tornam-se individualistas e insensíveis à dor alheia. Não seria
exatamente a solidariedade a grande solução para acabar com a ganância e
fazer o ser humano descobrir a responsabilidade comunitária na construção
do bem-estar?
É sabido que a estrutura político-econômica de um país tem relação
direta com a qualidade de vida do seu povo. Claro que a saúde e a dignidade
da vida não devem ser responsabilidades exclusivas do Estado, mas, quando
esse deixa de investir na área da saúde, da educação, dos transportes e da
moradia, está sonegando o mais elementar direito ao cidadão brasileiro. Saúde
não é apenas a ausência de doença, mas sim a interação da pessoa com a
sociedade. Para isso é preciso levar em consideração a alimentação, o lazer, o
descanso, a família, a moradia e outros. Estou cada vez mais convencido de
que a saúde do ser humano depende de um relacionamento saudável consigo
mesmo, com a natureza, com os outros e com o próprio Deus.
No Brasil, assistimos à desvalorização do ser humano pelo sistema que
gera as doenças e nega o acesso à medicina. Como podemos não enxergar
que o pobre sofre por causa da desnutrição, da falta de atendimento médico
e de dinheiro para comprar os remédios? Já o rico sofre com a preocupação
de manter o que tem e a ambição de conseguir cada vez mais. Ambos sofrem,
uns pela falta e outros pelo excesso. Esse desnível social traz sérios
reflexos para a saúde de nosso povo.
Nesse contexto, tão carente de cura, pergunta-se pelo papel da igreja.
O que a IECLB pode fazer para promover, em nossa sociedade, saúde e dignidade
humana? Por que a grande maioria de nossos membros, quando estão
doentes, afastam-se da igreja?
Na grande maioria de nossos cultos não existe espaço para as pessoas
falarem de sua dor. Quando alguém rompe o silêncio e desmascara a realidade
de sofrimento presente entre o povo de Deus, gera desconforto e cria um impasse,
porque não se sabe o que fazer com essa dor. Parece que a igreja esqueceu o
Cristo sofredor, que se solidariza com os que sofrem. Esqueceu sua função de
hospital, conforme Lutero tão bem ensinava. Muitos membros pensam que a
igreja fracassou, revelando sua impotência diante da dor e do sofrimento.
No momento em que escrevo esta mensagem, o papa Bento XVI está em
visita ao Brasil, empenhando-se na revitalização do rebanho católico brasileiro,
que vem perdendo 1% de seus fiéis por ano. Em seus discursos, percebe-se
uma ênfase na reconquista dos jovens e na opção preferencial pelos pobres.
Também nós (IECLB) estamos decrescendo. Sentimos o afastamento
silencioso de nossos membros, especialmente os jovens, que buscam em propostas
neopentecostais um novo jeito de viver a fé.
Felizmente, sobrou um “resto fiel” de “cabecinhas brancas” que participa
de nossos cultos. Assemelha-se ao povo de Israel que clama: “Nossos
ossos se secaram, e pereceu nossa esperança; estamos de todo exterminados”.
Afinal, qual é o futuro de uma igreja que encolhe a cada ano?
A mensagem de esperança anunciada por Ezequiel é também a necessidade
de nosso tempo. É preciso apontar para experiências em que sepulturas
foram vencidas. Exemplos nos quais o viver comunidade foi importante para
restaurar a saúde de pessoas. Obviamente, cada contexto terá as suas.
A exemplo de Ezequiel, nós também somos chamados para profetizar
restauração ao nosso povo, por vezes tão seco de esperança quanto os ossos
espalhados pelo vale. Profetizar é proclamar a palavra de Deus, que anuncia
esperança e vida em meio ao sofrimento e à morte. Estamos, assim como o
profeta, numa situação de impotência. Não conseguimos com nossas forças
mudar a realidade. Somente pelo poder e pela ação do Espírito de Deus haverá
um re-avivamento de nossas comunidades. Nossa tarefa é obedecer à ordem
de Deus para profetizar a reorganização de nossas comunidades, assim
como aconteceu com os ossos secos que receberam tendões, carne e pele.
Somos chamados a proclamar a solidariedade, a justiça, a partilha, a
fraternidade. Anunciar o chamado de Deus para sermos comunidade terapêutica
que acolhe pessoas sofridas e trata suas feridas. Ainda assim, faltanos
profetizar ao Espírito: “Vem dos quatro ventos e assopra vida em nossa
realidade marcada pela morte”.
Nesse sentido, as leituras podem sinalizar que a esperança de vida anunciada
pelo profeta Ezequiel concretiza-se em Jesus Cristo, pois ele suportou a
morte para nos trazer vida. “Para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que
andam dispersos” (Jo 11.47-53). Jesus torna-nos filhos de Deus. Recebemos o
Espírito que o Senhor prometera já nos tempos do exílio. Estamos nessa nova
realidade, ou seja, na vida verdadeira do amor, do perdão e do serviço ao próximo.
E se o Espírito ressuscitou Jesus dentre os mortos, também ressuscitará a
nós, para que participemos da vida plena de Deus (Rm 8.11-17).
4 Imagens para prédica
Deus pode
Eu não posso, mas Deus pode salvar e libertar;
Aliviar e renovar o coração cheio de culpa.
Eu não olho para mim mesmo, mas contemplo Jesus
E digo alegre e confiante: Eu não posso, mas Deus pode!
Eu não posso, mas Deus pode guardar, fortalecer, erguer;
Ele pode fortalecer os joelhos trôpegos, alegrar o coração.
Eu deposito o meu fardo aos seus pés, juntamente com tudo o que
me prende,
Ou que é difícil e grande demais para mim.
Eu não posso, mas Deus pode!
Eu não posso, mas Deus pode! Orientar-me neste mundo
E preparar-me para servi-lo a cada dia, renovadamente.
Quando me falta o ânimo, quando as forças próprias se vão,
Aí eu seguro a sua mão: Eu não posso, mas Deus pode!
(autoria desconhecida)
Consolai-os
Não consolem o povo com palavras vazias, mas com a boa-nova de
Jesus.
Não consolem o povo com suas imposições, mas com sua compaixão e
seu sacrifício.
Não consolem o povo com esmolas, mas através do repartir.
Consolem os pobres. Jesus se declara solidário com eles.
Consolem os que se arrependeram. Jesus oferece-lhes perdão.
Consolem os enlutados. Jesus promete a ressurreição.
Consolem os que são perseguidos por causa da fé e da justiça.
Eles são especialmente valiosos para Deus.
Consolem os oprimidos. O Senhor os erguerá.
Consolem os ofendidos. O Senhor os alegrará.
Meu Jesus, eu te agradeço pelas pessoas que me consolaram em meu
sofrimento.
Ajuda-me a consolar os desconsolados e a trazer-lhes alegria e paz.
Amém.
Johnson Gnanabaranam
Podemos receber
Sinto forças e esperança quando vejo comunhão.
No encontro de pessoas, tanto gesto de união.
Só me envolvo com alegria quando todos têm lugar.
Orientados e unidos, temos meio para amar.
Veja bem como é possível até mesmo tropeçar.
Nós podemos aprender a repartir e perdoar.
Veja, amigo e amiga, nós podemos receber.
O Deus vivo está presente, ele permite renascer.
Mesmo fracos e dispersos não podemos desistir.
Vamos juntos encontrar os novos jeitos de agir.
Não estamos isolados, o Senhor é quem conduz.
Já não somos estrangeiros, somos povo de Jesus.
Olhe bem para o seu lado: quantos clamam por ação,
pedem ajuda e espaço pra viver em comunhão.
Veja, amiga e amigo, nós podemos receber.
Muita gente abandonada quer conosco conviver.
Guilherme Lieven
5 Subsídios litúrgicos
Na Quaresma, somos convidados a percorrer o caminho da paixão de
nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse caminho vamos encontrar Jesus próximo
das pessoas que sofrem e precisam de apoio e solidariedade. E nós somos
convidados por Deus para seguir os passos de Jesus.
Confissão de pecados:
Senhor, nesta época de Quaresma queremos silenciar na tua presença
e confessar que nem sempre amamos como deveríamos. Somos, por vezes,
egoístas e não estamos dispostos a doar a nossa vida pela causa do teu reino.
Como tua comunidade, fomos fracos, não nos organizamos para colocar em
prática o teu amor. Queremos confessar-te também a nossa omissão, pois
fechamos os olhos para não ver o sofrimento de nosso próximo e silenciamos
diante das injustiças. Perdoa-nos, Senhor. Por isso te suplicamos cantando:
/: Perdão, Senhor, perdão :/
Oração do dia:
Senhor nosso Deus, agradecemos-te por tua palavra, que sempre de
novo nos consola e nos chama para o serviço no teu reino. Ajuda-nos a ouvir
e aceitar a tua palavra, para que ela nos fortaleça no amor e nos oriente nos
caminhos da diaconia e do amor ao próximo. Isso te pedimos em nome de
Jesus Cristo, que contigo e com o Espírito Santo vive e reina, de eternidade a
eternidade. Amém.
Confissão de fé (da Indonésia):
Creio em Deus, Pai de todos, que deu a terra a todos os povos e a todos
ama sem distinção.
Creio em Jesus Cristo, que veio para nos dar coragem, para nos curar
do pecado e libertar de toda opressão.
Creio no Espírito Santo, Deus vivo que está entre nós e age em todo
homem e mulher de boa vontade.
Creio na igreja, posta como um farol para todas as nações e guiada
pelo Espírito Santo a servir os povos.
Creio nos direitos humanos, na solidariedade entre os povos, na força
da não-violência.
Creio que todos os homens e mulheres são igualmente humanos.
Creio que só existe um direito igual para todos os seres humanos e que
eu não sou livre enquanto uma pessoa permanecer escrava.
Creio na beleza, na simplicidade e no amor que abre os braços a todos
e na paz sobre a terra.
Amém.
Oração de intercessão:
L – Senhor Deus, a tua Palavra anuncia esperança para nossa realidade
tão marcada pelo sofrimento e pela morte. Por isso queremos te pedir que
sopre sobre nossas comunidades o sopro do Espírito Santo e aviva em nós
tua Vida, a que criastes e depositastes em cada uma de tuas criaturas, para
que nos sintamos convocados a promover, através de nosso testemunho e
serviço, a Vida neste mundo.
C – Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.
L – Intercedemos para que a igreja confie sempre e acima de tudo na
palavra de Deus e em sua força libertadora. Para que ouçamos as vozes que
nos chamam a lutar por uma sociedade mais justa e por um ser humano mais
fraterno.
C – Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.
L – Intercedemos para que, frente ao individualismo e ao egoísmo, propaguemos
entre as pessoas o valor da solidariedade. Para que sejamos conscientes
de que o Senhor está sempre ao nosso lado, mesmo nas horas mais
difíceis e na tentação. Para que a Eucaristia celebrada em nossa comunidade
nos anime a ser conseqüentes com nossa fé e nossa esperança.
C – Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.
L – Senhor, Tu que animas a nossa fé, consolidas a nossa esperança e
fortaleces o nosso amor, faze que optemos sempre pelo bem, pela justiça e
pela paz, de modo que teu reino cresça sempre, superando toda tentação de
construir este mundo e esta sociedade sem contar contigo em nossa vida.
Por N. S. J. C.
C – Amém.
Bênção:
Que Deus toque tuas mãos para que sejam sempre generosas e solidárias,
toque teus pés para que teus passos sejam firmes no caminho da paz.
Que Deus toque teus ouvidos para que permaneçam abertos à voz do Senhor
e ao clamor do teu próximo Toque tua boca para pronunciares palavras que
consolam e que curam. Que Deus toque teus olhos para que brilhem com a
luz da esperança e reflitam o amor de Deus. Assim te abençoe nosso Deus,
que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
Bibliografia
TAYLOR, John B. Ezequiel – Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova/
Mundo Cristão, 1984.
ASURMENDI, J. M. O profeta Ezequiel. São Paulo: Paulinas, 1985.
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