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Consejo Latinoamericano de Iglesias - Conselho Latino-americano de Igrejas

Missionarios Claretianos

Primeira leitura: Isaías 52, 7-10
Todos os confins da terra hão de ver a salvação que vem do nosso Deus.
Salmo responsorial: 97, 1-6
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
Segunda leitura: Hebreus 1, 1-6
Deus falou-nos por meio de seu Filho.
Evangelho: João 1, 1-18
A Palavra se fez carne e habitou entre nós.

Hoje celebramos a festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. É celebração de júbilo e alegria para os cristãos, aqueles que reconhecem em Jesus o iniciador de um caminho religioso universal oferecido por Deus a toda a Humanidade.
Inauguramos hoje o tempo de Natividade, tempo no qual cantamos alegres a presença de Jesus no meio de nossas comunidades.

A leitura do livro de Isaías é um canto de louvor pela próxima libertação de Jerusalém. Duas imagens marcam a leitura, por um lado a dos mensageiros que sobre os montes de Judá trazem a notícia da próxima libertação, e gritam: Yahvé reina! A segunda imagem é a das sentinelas que levantam a voz em júbilo porque sabem que verão com os próprios olhos o Senhor voltar a Sião e exultam de alegria porque o Senhor consolou o seu povo e resgatou Jerusalém. É que no contexto em que se escreve o livro de Isaías, a maioria do povo de Israel se encontra exilado em Babilônia, são escravos dos Assírios. No entanto, vêm como muito positivo o fato de que Darío assume o poder, porque põem suas esperanças nele que será o libertador, que lhes permitirá retornar a sua terra. Esta realidade é iminente pelo que o escritor canta a alegria do retorno à terra. Para nós hoje, esses pés do mensageiro que anunciam o nascimento do Senhor e nós, como as sentinelas, proclamamos alegres a presença do salvador que se faz vida no meio de nós.

O Salmo responsorial corresponde a um hino de louvor dirigido a Yahvé porque fez maravilhas e porque revelou a justiça às nações lembrando-se da lealdade de Deus a Israel. O salmista convida a toda a criação (mar, rios e montes) a aclamar Yahvé que chega para julgar o mundo com justiça e os povos com equidade. Essa felicidade nós a compartilhamos com o salmista quando recebemos Jesus que chega, que nasce. Ele é o próprio Deus que se converte em Boa Notícia, anúncio de salvação para todos os povos, que assume nossa condição humana e por isso estamos alegres e cantamos cheios de júbilo e esperança.

A carta aos Hebreus reforça ainda mais a alegria desta celebração da Natividade do Senhor Jesus. Expressa que muitas vezes e de muitas maneiras Deus falou no passado a nossos pais por meio dos profetas, mas nestes últimos tempos Ele nos falou por meio de seu Filho a quem instituiu herdeiro de tudo. Irmãos, estamos nos últimos tempos porque a revelação chegou a sua plenitude em Jesus Cristo. Ele é imagem de Deus invisível, quem vê Jesus, vê o Pai; porque ao assumir a condição humana e ao nascer em um estábulo, como um homem pobre; Deus se manifestou como solidário com todos os homens da terra e por meio de Jesus mostrou o caminho da salvação.

A liturgia de hoje, nos propõe pára além do mais o prólogo do evangelho de João para a reflexão. Este hino ao Verbo-Palavra de Deus, à Verdade, à Luz, que é o próprio Jesus, pôs una dinâmica descendente. No princípio a Palavra estava com Deus e por isso todas as coisas foram feitas por meio dela. É a Palavra pré-existente, junto de Deus e antes de todos os tempos. Esta Palavra, que é Jesus fez sua Morada entre nós, se fez carne, assumiu a condição humana, se fez um de um de nós e por que ele nos comunicou o Pai vimos a Deus. João veio para dar testemunho de Jesus, preparou-lhe o caminho, veio antes para anunciar a vinda do Salvador. Veio a Luz que é Jesus e os seus, que o evangelho de João chama judeus não o receberam, mas aos que o acolheram deu-lhes o poder de se fazer filhos de Deus no Filho (irmãos). Como se vê é um texto teológico muito profundo, nele se expressa o mistério da encarnação. Deus se fez homem, assumiu a temporalidade e limitações dos homens, para fazer infinito e ilimitado o homem. Deus se fez homem, para fazer do homem imagem de Deus.

Esta é a mesma dinâmica que somos convidados a assumir em nossa vida como cristãos, encarnar-nos, assumir os valores r realidades dos lugares onde vivemos, olhar para baixo, e enxergar aqueles que são vistos pela sociedade com pouca cosa, (desdém) e reconhecer que neles a revelação de Deus acontece aos olhos do temente a Deus. Buscamos as seguranças em nossas vidas, mas a novidade da encarnação de Jesus é o risco de abandonar a segurança do Pai para assumir a insegurança da condição humana e da condição humana pobre, por isso é que crer em Jesus implica o risco de deixar tudo para segui-lo.

Para a revisão de vida
Em todo caso, a Natividade é festa de humanização, que celebra a mais humana da vida: o amor, a ternura, a família, a solidariedade... Que devo fazer para que não me escape uma Natividade mais, para vivê-la a fundo?

Para a reunião de grupo
- Recordemos a «infraestrutura» da festa da Natividade: Coincide com o começo do inverno astronômico, quando os dias começam a crescer... Era uma festa também romana, foi a Igreja que começou «cristão» essa festa pondo nela a celebração do nascimento de Jesus. O que é que isso tudo nos inspira?
- No centro da Natividade está o tema da encarnação: Deus se fez se humano. Se o grupo o julga oportuno, comentar o conhecido tema da «metáfora do Deus encarnado», título do livro de John Hick. (para ler artigo na revista eletrônica RELaT clique aqui ; para ver a apresentação do livro no site latinoamericana.org, clique aqui ).
- A natividade é em alguns países o período em que mais suicídios ou se produzem, sobretudo por parte de pessoas que vivem só, separadas da família, ou sem família... A que se deve?

Para a oração dos fiéis
- Por todos os homens e mulheres do mundo, especialmente pelos mais necessitados, para que acolham com amor e alegria o Deus que saiu a encontro todos, a cada um por seus próprios caminhos religiosos, roguemos ao Senhor:
- Para que o nascimento de Jesus nos dê a confiança e o otimismo de saber que Deus não abandona a Humanidade, e que a toda ela a guie e conduza, roguemos ao Senhor:
- Para que o ambiente social natalício venha acompanhado em nossas vidas por uma vivência intensa do mistério da natividade, com oração e contemplação plena de paz e de agradecimento, roguemos ao Senhor:
- Por todos os que estão longe de suas casas, ou não têm família, ou estão na solidão obrigatória ou voluntária; para que experimentem gozosamente a comunhão e o amor acima do ambiente da solidão que lhes rodeia, roguemos ao Senhor:
- Para que o ambiente da natividade propicie em nossas comunidades o necessário clima de amor e ternura que durante a vida diária nos é mais difícil, roguemos ao Senhor:

Para a oração comunitária
Deus, Nosso Pai, que em Jesus nos deste tua Palavra, que se fez carne e sangue, força e ternura, morte e ressurreição, nós te pedimos que nos dês a força necessária para seguir seus passos pelo caminho que ele nos trouxe para chegar até vós, abraçando em nosso caminhar todos os irmãos e irmãs até chegarmos em vós. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

 

 
El Consejo Latinoamericano de Iglesias es una organización de iglesias y movimientos cristianos fundada en Huampaní, Lima, en noviembre de 1982, creada para promover la unidad entre los cristianos y cristianas del continente. Son miembros del CLAI más de ciento cincuenta iglesias bautistas, congregacionales, episcopales, evangélicas unidas, luteranas, moravas, menonitas, metodistas, nazarenas, ortodoxas, pentecostales, presbiterianas, reformadas y valdenses, así como organismos cristianos especializados en áreas de pastoral juvenil, educación teológica, educación cristiana de veintiún países de América Latina y el Caribe.