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Consejo Latinoamericano de Iglesias - Conselho Latino-americano de Igrejas |
Mc 6.1-6
Tema: Avancemos com o Escândalo do Cristianismo! Acredito que a maioria ainda se lembra do escândalo ocorrido nos Estados Unidos, por causa dos relacionamentos extra-conjugais do presidente Bill Clinton. Todo dia havia uma nova notícia a respeito do assunto. Outros, talvez tenham acompanhado pela TV o escândalo do Tribunal do Trabalho de São Paulo, onde um juiz é acusado de desviar mais de cem milhões de reais da construção da nova sede deste tribunal. Os noticiários sempre estão falando do assunto, lembrando que o juiz está sendo procurado e deve ser preso a qualquer momento. Escândalo, diz o dicionário, é um ato ou uma prática condenável, que causa indignação e, esta indignação, gera um tumulto, uma revolta com respeito ao escândalo. O povo de Nazaré, como narra o evangelista Marcos, no nosso evangelho de hoje, também estava escandalizado. E seu espanto era com um dos filhos da terra, alguém que eles viram crescer e que agora voltava à sua cidade natal. Eles se escandalizaram com Jesus que anunciava e ensinava a Palavra de Deus na igreja da cidade. Esta situação se criara, não por Jesus ter feito algo anormal, condenável e errado. Era comum que pessoas pregassem e anunciassem a Palavra de Deus. O que escandalizou aquelas pessoas foi o fato de que eles conheciam Jesus e sua família. Eles sabiam que Ele era filho de Maria, que crescera exercendo a profissão de marceneiro, tal como José. Por isso, ficaram admirados com a sua sabedoria e com os milagres que fazia. Foi o fato de o conhecerem que causou escândalo e os levou a rejeitarem Jesus. I. Causa do Escândalo - O nosso pecado O que de fato levou aquelas pessoas, a se escandalizarem, foi o seu pecado. Eles não queriam ouvir a Palavra de Deus, que lhes apontava os seus erros e lhes apontava para a necessidade de mudarem de vida. Eles estavam tranqüilos e orgulhosos com seus feitos. Eles julgavam estas suas ações suficientes para a sua salvação. Achavam que não tinham necessidade de nenhuma graça de Deus. Por serem orgulhosos, eles não deram crédito ao presente que Jesus estava lhes oferecendo. Hoje, Cristo ainda continua causando escândalo. E inclusive entre aqueles que se dizem cristãos. São muitos os orgulhosos que não reconhecem seus pecados e sua incapacidade de pagá-los. O orgulho destas pessoas as torna cegas, impedindo-as de reconhecer e aceitar a graça de Deus em Cristo. Seu orgulho leva-as a imaginar que um Cristo pendurado numa cruz é alguém incapaz de dar-lhes salvação, mas imaginam que suas boas ações são suficientes para conduzi-las à vida eterna. Por outro lado, muitas vezes nós também queremos que Deus seja conforme as nossas expectativas a seu respeito. Um pronto socorro para nossas necessidades de saúde, onde possamos ter cura para os males do corpo. Um banco para nossas necessidades financeiras, onde possamos sacar riquezas que nos tornem importantes diante do mundo. Queremos que Deus seja um pronto-socorro emocional, onde encontremos alívio e solução rápida para as nossas crises familiares ou da sociedade, a fim de que possamos viver em paz. Especialmente, queremos que Deus seja rápido em atender nossos pedidos egoístas, que Ele resolva nossos problemas egoístas e não venha a nos cobrar nenhum compromisso com ele. Trocando em miúdos, somos naturalmente adeptos do "venha a nós o vosso reino"... E, se Deus não for assim, perdemos o interesse por ele e rapidamente ficamos escandalizados com o que ouvimos a seu respeito. Mesmo que aqui não seja Nazaré, nossa reação nem sempre é diferente da daqueles judeus.
O que levou os judeus de Nazaré, e que também muitas vezes leva a nós mesmos a nos escandalizarmos com Jesus, foi nada menos que a graça de Deus manifestada em Cristo. Aqueles judeus escandalizaram-se com o fato de que eles conheciam Jesus. Ele havia se criado junto com outras crianças da cidade. Ele adotara a mesma profissão de José, ou seja, era carpinteiro. Seus irmãos, outros filhos de Maria, ainda viviam em Nazaré. O que eles não conseguiam entender é como Deus, com toda a sua glória e majestade, com todo o seu poder e soberania, poderia estar em alguém tão humilde como Jesus. Eles até aceitavam que viria um Messias, mas, com certeza não seria aquele simples carpinteiro. Os nazarenos não conseguiam aceitar que Deus os estivesse visitando em sua própria terra, em sua própria casa. Olhando a história do mundo, nós também ficamos escandalizados que Deus tenha escolhido um povo tão insignificante quando Israel para se apresentar aos povos. Ele, no nosso entender, deveria escolher um povo mais forte, mais rico, quem sabe os romanos, ou os gregos, mas Israel... Que Deus é este que se apresenta num povo fraco? Hoje, são muitos, inclusive entre os cristãos, que se escandalizam com o fato de que Deus vem a eles e lhes dá perdão de pecados, vida e salvação através de coisas aparentemente insignificantes, como a água do Batismo, ou o pão e o vinho da Santa Ceia. Eles se escandalizam e não crêem na graça que Deus está lhes oferecendo nestes meios. Seria mais fácil aceitarmos se Deus se manifestasse em coisas difíceis ou raras, como diamantes, ou pelo menos alguma parte dos nossos bens. Aí nós não mediríamos esforços para ter estes meios tão caros. Mas água, pão e vinho, isso é tão comum que nós até nos escandalizamos ao imaginar que Deus oferece sua graça através deles. Existe ainda o aspecto de quem anuncia a Palavra de Deus. Interessante notar que Deus escolheu seres humanos para serem seus representantes, aqueles que levam a mensagem da graça a outros seres humanos. Como todos, também os cristãos têm defeitos causados pelo pecado. Por isso, muitas vezes nos escandalizamos com o fato de que alguém que conhecemos, cheio de erros e defeitos, nos fala do amor de Deus, do perdão que nos é oferecido em Cristo. Se fosse um anjo - embora nós não saibamos como é um anjo, já que ele pode assumir diversas formas - ainda vá lá, aceitaríamos. Mas um homem ou uma mulher que não é nada diferente de nós, ah, isso não dá para aceitar. E dá vontade de colocar a boca no trombone para tornar público os seus defeitos, para todo mundo ver quem é este que nos quer ensinar a Palavra de Deus. III. Efeitos do Escândalo: condenação ou salvação Quando nos escandalizamos, muitas vezes rejeitamos aquilo que nos é oferecido. Escandalizar-se com os meios pelos quais Deus oferece a sua graça a nós é rejeitar a salvação. Rejeitar a salvação em Cristo significa ser eternamente condenado. Os nazarenos rejeitaram Cristo e, conseqüentemente rejeitaram a salvação. Felizmente eles não foram aniquilados instataneamente e tiveram outras oportunidades de chegar à salvação. Da mesma forma, quando nós rejeitamos Cristo ou os meios pelos quais Ele vem a nós, nós também rejeitamos a graça de Deus. Felizmente, Deus não nos mata naquele instante, mas nos concede novas oportunidades, já que Ele não tem prazer em condenar alguém, mas quer que todos sejam salvos. Mas o escândalo do cristianismo quer nos levar à fé. Deus se mostra forte naquilo que o mundo julga fraco. Por isso, Deus sempre age quando sua palavra é anunciada e são muitos aqueles que querem conhecer mais e mais do mistério daquele Jesus Cristo que foi crucificado. São muitos os que confiam em Jesus, o Nazareno, Rei dos Judeus, como seu Salvador. Para estes, que vêem a graça de Deus manifestando-se numa humilde manjedoura, num homem que viveu sem ter onde descansar sua cabeça; e numa humilhante cruz, Deus concede perdão, vida e salvação eterna. Para estes, que vêem e confiam na graça de Deus manifestando-se na Palavra anunciada, independente de quem a anuncia, no Batismo e na Santa Ceia, Deus concede perdão, vida e salvação eterna. Conclusão: É. O cristianismo é um escândalo. É o escândalo divino. Jesus de fato veio para causar divisão. Ele veio para o seu próprio povo, mas este povo não o recebeu. Jesus veio tanto para a destruição daqueles que se escandalizam com a simplicidade da graça de Deus, como para a salvação de todos aqueles que aceitam esta graça tão simples. E nós? Nós nos escandalizamos e nos posicionamos contra Cristo. Ou, para nós o escândalo de Cristo é a coisa mais maravilhosa que existe? Que Deus nos abençoe e permita que anunciemos o seu escandaloso Cristo a todos. Amém.
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El Consejo Latinoamericano de Iglesias es una organización de iglesias y movimientos cristianos fundada en Huampaní, Lima, en noviembre de 1982, creada para promover la unidad entre los cristianos y cristianas del continente. Son miembros del CLAI más de ciento cincuenta iglesias bautistas, congregacionales, episcopales, evangélicas unidas, luteranas, moravas, menonitas, metodistas, nazarenas, ortodoxas, pentecostales, presbiterianas, reformadas y valdenses, así como organismos cristianos especializados en áreas de pastoral juvenil, educación teológica, educación cristiana de veintiún países de América Latina y el Caribe. |