
La Red de Liturgia es una iniciativa latinoamericana que nace en 1991 de la mano del pastor brasileño Ernesto Barros Cardoso, como una manera de crear lazos firmes entre las personas que deseaban compartir sus experiencias en este terreno de la vida eclesial.
Leitura de Mateus 15.21-28
Jesus estivera na Galiléia, no norte de Israel, tendo atuado junto ao Mar de Genesaré. Agora ele segue em direção ao norte, para a Fenícia, na região de Tiro e Sidom, onde hoje fica o Líbano. Ele se retira com a finalidade de orar, descansar e recuperar as forças. Na região para a qual se retira. Jesus A desconhecido. Também não pretende tornar-se conhecido. É terra de gentios, de pagãos. de gente que não pertence ao povo de Israel.
Jesus, porém, não consegue ficar no anonimato. É procurado por uma mulher cananéia. Para os israelitas os cananeus eram os piores pagãos, gente muito afastada de Deus. Uma mulher pertencente a este povo, vai ao encontro de Jesus, clamando por socorro por causa de sua filha. Ela, a mulher, não se dirige a Jesus como a um estranho. Chama-o de "Senhor, Filho de Davi". "Filho de Davi" era um título atribuído ao Salvador esperado pelo povo de Israel. Vemos, portanto, que Jesus não era completamente desconhecido onde ele pensava que ninguém soubesse algo a seu respeito.
Esta mulher. pertencente a um povo do qual se dizia nada querer saber de Deus, pede ajuda a Jesus. Espera não estar excluída do Reino de Deus que se toma realidade em Jesus. Ela clama na esperança de ser atendida. Em seu clamor ela coloca toda a sua impotência, incapacidade e desespero diante do mal que aflige a filha. Conseguimos nós compreender esta mulher em seu sofrimento? Não nos lembramos, por acaso, do sofrimento em nossa vida? Certamente cada um de nós já passou por uma experiência semelhante a da mulher cananéia.
Como reage Jesus diante de seu clamor? Ele fica calado. Fez de conta como se nada tivesse escutado. Ele ouve, mas não responde. Sabe do sofrimento, mas não age. - Não é justamente isto que nós muitas vezes também experimentamos? Há sofrimento em toda parte. São cometidas muitas injustiças. Em meio à dor e ao desespero clamamos a Deus. Pedimos por ajuda, por libertação. Mas nada acontece. Tudo continua no mesmo. Os que oprimem e exploram progridem e os pobres continuam na miséria.
Os discípulos não suportam o silêncio de Jesus. Pedem que ele faça alguma coisa. Então ele responde: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" (v.24; Veja também Mateus 10.5s). Jesus entende a sua missão como sendo limitada ao povo de Israel. Isto nos causa alguma dificuldade. Não é mesmo? Jesus não veio para todos? Parece que Jesus inicialmente se soube enviado apenas a seu povo. Através do encontro com a mulher cananéia, Jesus é levado a compreender que também os gentios estão incluídos no plano de salvação.
A mulher não desiste. Ela se aproxima de Jesus e o adora. Continua clamando: "Senhor, socorre-me". Ela não desanima. É persistente. Agora Jesus se dirige diretamente à mulher, falando com ela. A comparação que ele usa é dura, é agressiva. Nela os gênios são chamados de cachorros. Que a mulher não tenha desistido até aqui, ainda é compreensível. Mas agora Jesus ultrapassa todo e qualquer limite suportável. A cínica reação que podemos esperar é que ela se retire irritada, ofendida, rogando praga.
Ela, no entanto, ainda não desiste. Usa o mesmo exemplo de Jesus para mostrar que apesar disto ela espera ajuda. Ela quer, pelo menos, uma migalha daquilo que os filhos recebem tão abundantemente. A mulher reconhece que ela não é digna de ser socorrida. Ela não discorda de Jesus. Sabe que não possui o direito de exigir, sabe que nada merece. Como a atitude desta mulher é diferente do procedimento dos fariseus daquele tempo e de hoje! Eles se consideram merecedores de todo o bem, reclamam e resmungam quando algo não acontece como esperam!
Finalmente Jesus se deixa vencer. Só Ihe resta a admiração: "Ó mulher, grande é a tua fé". Em seguida a cura se concretiza.
Este texto nos mostra, caros leitores, que Jesus encontrou fé onde jamais teria esperado encontrá-la. Assim o verdadeiro milagre que não merece ser ajudada, apesar de se considerar indigna.
Conclusão: Vale a pena perseverar. Às vezes parece que nossa fé é em vão, que nossas orações não são atendidas, que nossa luta por melhores condições de vida para todos não tem resultado. As conquistas geralmente não são imediatas. Às vezes precisamos esperar por muito tempo. Deus no entanto, não nos deixa abandonados. Ele está do nosso lado também no sofrimento, na angustia e na dor. Ele nos dá novas forças e novo ânimo para prosseguirmos na luta por uma vida mais digna para todos. Sim, vale a pena perseverar. Amém