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Consejo Latinoamericano de Iglesias - Conselho Latino-americano de Igrejas |
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Missionários Claretianos
A primeira leitura, extraída do Livro do Profeta Isaías, é um oráculo (palavra, sentença ou decisão inspirada) de consolo para Jerusalém, a cidade tantas vezes cercada, tomada e destruída . Jerusalém, aqui e em outros lugares do mesmo livro, aparece representada como uma mulher, mãe e esposa, a quem se anuncia o regresso de seus filhos dispersos e a homenagem dos povos estrangeiros. A imagem das trevas sobre o mundo que são varridas pelo sol divino, pela luz de uma nova aurora, é uma imagem que aparece ao longo de toda a Escritura, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Uma imagem, por outro lado, presente na maioria das religiões e das culturas antigas e modernas. Luz da verdade e da justiça, da bondade e da misericórdia divinas que se compadecem de nossos males. A luz que caracteriza a festa da “ Epifania ” (= manifestação) que estamos celebrando. Nesta leitura, tirada da Carta aos Efésios , fala-se também de Epifania , de manifestação e revelação de coisas ocultas. Não para nos desconcertarmos ou nos afundarmos no medo, mas, ao contrário: para encher-nos de alegria ao conhecer o plano misterioso de Deus. “Que também os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e participantes da Promessa em Jesus Cristo, pelo Evangelho”. Isto é o fim ideal de todo particularismo e discriminação, de toda exclusão ou segregação. “Gentios” somos todos os povos da Terra que não estamos etnicamente vinculados com o Judaísmo. Estes, os judeus, se consideravam o único povo escolhido. Agora partilham sua escolha com a humanidade inteira, “em Jesus Cristo”, “pelo Evangelho”. Agora, vêm , admirados, como os povos vêm a Jerusalém, representados nos magos do Oriente, e se prostram diante de Jesus, oferecendo-lhe seus pobres dons materiais, para receber, em troca, o abraço amoroso de Deus. Dizemos que é o fim “ideal” de todo particularismo porque isto deve ser transformado em realidade, sabendo que como Deus não faz acepção de pessoas, tampouco nós podemos fazê-lo. Que temos de converter em realidade aquilo de que “todo homem, todo ser humano, é meu irmãos”. Que não existe razão alguma para desprezar ninguém, nem por sua raça, nem por sua língua, nem por sua religião, nem por sua particular cultura, nem por sua condição social, nem por nenhuma razão. São Paulo está certo ao dizer que se lhe revelou um mistério “que não havia sido manifestado aos homens em outros tempo”, pois até agora continuamos pensando que há muitas razões para nos considerar diferentes, superiores, “eleitos por Deus, depositários únicos da salvação”, melhores que os outros. O mistério de que fala são Paulo é precisamente esse: que Deus nos considera a todos iguais, e nos ama em conseqüência, a todos por igual, com particular predileção pelos que nós nos empenhamos e, excluir. O evangelho de Mateus foi escrito para cristãos que haviam sido judeus, que podiam continuar acreditando que seus privilégios de povo eleito por Deus permaneciam vigentes. Mateus lhes ensina que já não é assim, que já não há privilégios, ou que a todos os seres humanos se estende o que era exclusivo para eles. E ensina-o por meio da cena que acabamos de ler: uns magos vêm do Oriente, perguntam pelo recém-nascido rei dos judeus, cuja estrela tinham visto no céu. Qualquer povo, qualquer homem ou mulher de boa vontade que busque sinceramente o bem, a justiça e a paz pode ver-se representado naqueles magos orientais, pintados por nossa imaginação cristã com traços tão especiais. Mas não só as simpáticas figuras do presépio, com seus camelos e dromedários, seus nomes exóticos, o luxo de suas vestes e seu séqüito (parecido com os de contos de fada), que buscam a estrela em busca do Rei. A mesma coisa fazemos todos os que buscamos a verdade e o amor, guiados pela mesma vontade, como se fora uma estrela, encontraremos Jesus e lhe poderemos oferecer o melhor de nós mesmos, porque reconhecemos nele o mesmo Deus feito homem. Disto é símbolo a Epifania : a manifestação de Deus, do verdadeiro e único Deus , a todos os povos, a todos os seres humanos; não no poderio de sua soberania nem de suas exigências, mas na fraqueza de um menino humilde nos braços de sua mãe, apenas protegidos, ambos, por um pobre carpinteiro. É claro que se pode assumir outra atitude: a do rei Herodes e a dos grandes sacerdotes e sábios de Jerusalém. O primeiro teme por seu reino de cobiça e crueldade, tão bem atestado pelos historiadores. Os segundos temem pela perda das migalhas de privilégios religiosos e políticos que lhes deixou o tirano. Em todo o caso, não estão dispostos a adorar o Rei, como os magos, mas a matá-lo; e algum dia o conseguirão! Diante de nós, está a cena da adoração dos magos, vindos do Oriente, guiados por uma estrela, cena de luzes e de sombras, como acabamos de dizer. Toca-nos assumir uma atitude: a de acolhermos o amor indiscriminado de Deus, ou a de levantar nossas ambições contra a Epifania desse amor. A festa da Epifania é uma ocasião privilegiada para abordarmos diante do povo de Deus o tema do diálogo de religiões, e a reformulação do cristianismo e de sua teologia à luz de projetos que tenham em conta essa pluralidade de religiões. Não seria muito evangelizador ficar-se fechado nesse “mito” dos reis magos, e pensar que foi nesse gesto legendário “como Deus se revelou aos gentios”... A homilia poderia muito bem prescindir por uma vez do costumeiro comentário exegético dos textos, e oferecer uma lição teológica expositiva geral sobre o estado da questão. Pontos interessantes para um desenvolvimento da mesma poderiam ser:
Sugestão pastoral: por que não preparar o tema e convocar na comunidade cristã um breve cursinho de atualização sobre “Cristianismo, pluralismo religioso e ecumenismo ”? A data próxima de 25 de janeiro, com sua “semana de oração pela unidade dos cristãos” pode ser uma ocasião propícia. É um tema que, sem dúvida, os catequistas e agentes de pastoral da comunidade cristã acolherão com interesse; ministrá-lo será ocasião para renovar, de passagem, muitos conceitos teológicos , e toda a comunidade cristã se beneficiará dessa iniciativa de “formação permanentemente”. Como material de apoio, sugerimos o já indicado “Teologia do pluralismo religioso. Curso sistemático de teología popular”, de J. M. VIGIL , El Almendro , Córdoba, 2005, 398 pp. Tradução em língua portuguesa: “Teologia do pluralismo religioso. Para uma releitura pluralista do cristianismo”, Paulus , São Paulo, 2006. Veja-se também a “ colección Tiempo Axial”, http://latinoamericana.org/tiempoaxial O evangelho de hoje não está dramatizado na série “ Un tal Jesús ”, dos irmãos López Vigil , mas pode-se utilizar o episódio 135, “ Fiesta con los pastores”. O roteiro e seu comentário podem ser encontrados em: http://www.untaljesus.net/texesp.php?id=1600135 Pode ser escutado em http://www.untaljesus.net/audios/cap135b.mp3 na página www.untaljesus.net pode-se procurar algum outro que se achar adequado. Para a revisão de vida Para a reunião de comunidade ou grupo bíblico Como se revela Deus aos “gentios” ?: maneiras , ocasiões, canais principais... Essa “revelação de Deus aos gentios” em relação à revelação cristã: é igual, é complementar, é inferior...? “A religião cristã é Deus tratando de comunicar-se ao ser humano; as religiões não cristãs são o ser humano buscando a Deus”. Comentar. Se Deus se comunica com todos os povos através da religião, que sentido tem a Missão cristã ?, deve -se ir “converter” os “infiéis”?, deve -se planejá-la de outra maneira?, como ? Para a oração dos fiéis
Oração comunitária Ó Deus, Sabedoria eterna, que te revelaste aos magos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, por caminhos desconhecidos para nós, e que com todos eles entabulas relações íntimas de amor salvador: transforma nosso coração e nossa mente para que possamos estar abertos a descobrir-te em todos os povos, e todos os povos nos façamos herdeiros das riquezas espirituais do Norte e do Sul, do Oriente e do Ocidente, até que nos encontremos contigo, mais além de toda representação e de toda religião histórica. Tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos.
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El Consejo Latinoamericano de Iglesias es una organización de iglesias y movimientos cristianos fundada en Huampaní, Lima, en noviembre de 1982, creada para promover la unidad entre los cristianos y cristianas del continente. Son miembros del CLAI más de ciento cincuenta iglesias bautistas, congregacionales, episcopales, evangélicas unidas, luteranas, moravas, menonitas, metodistas, nazarenas, ortodoxas, pentecostales, presbiterianas, reformadas y valdenses, así como organismos cristianos especializados en áreas de pastoral juvenil, educación teológica, educación cristiana de veintiún países de América Latina y el Caribe. |