Fonte: Missionários Claretianos Primeira leitura: Isaías 25,6-10a Isaías, o profeta mais influente na tradição judaica e cristã através de sua linguagem poética e simbólica contribui para manter a esperança no contexto de morte como os vivem hoje em dia os povos latinos americanos e do terceiro mundo em geral, aqueles que não perderam a esperança que "outro mundo é possível". Através de Isaias se configura o programa profético de Jesus, o anúncio do Reino de Deus, desvelando tudo o que na sociedade havia de anti-reino, fazendo o possível para mudar esta realidade. A imagem do banquete e o convite nos abrem o caminho para ler em chave profética o evangelho, já que a partir da tradição de Isaías encontramos o convite para o festim, ao qual acorreram todos os povos e será nele "monte", o lugar do encontro com Deus. São Paulo, a partir da conhecida frase "tudo posso naquele que me conforta" nos coloca na mesma linha de Isaías: o Senhor Deus saciará todas as nossas necessidades na pessoa de Cristo, na abundância e na escassez, na fartura e fome. Cristo é tudo para nós. Lendo detidamente as três leituras da liturgia de hoje nós encontramos com um fio condutor que, seguindo com a imagem do banquete, nos permite saborear o gosto desta palavra que hoje alimenta, esse mesmo que é escasso em muitos lugares do terceiro mundo e causa a morte de tantos. A comunidade de Mateus responde a pergunta "o que é o Reino de Deus?" Ela nos apresenta sua resposta a partir da imagem de um banquete de casamento, que se realiza em um cidade, (v.7: matou aqueles homicidas e pós fogo em sua cidade). O Reino de Deus é um banquete para o qual todos são convidados e têm um lugar. Onde há alimento para todos e para todas, com a conotação de transformar uma realidade histórico-social, mal e injusta em outra boa e justa, o Reino de Deus como o banquete onde existe lugar para todos e nos leva a corrigir as práticas que vão contra este princípio, isto é, tudo que é anti-reino. A parábola expressa a relação entre o Senhor e seus convidados. Entre eles tem duas categorias. Na primeira alguns eram donos de campos e negócios, além de assassinos; estes não são dignos de entrar no Reino de Deus, se auto-excluíram da proposta de Reino que nos oferece Deus. O segundo tipo de convidados estava nas encruzilhadas dos caminhos, eram gente de rua, maus e bons de tudo o que havia na vinha do Senhor. A sala que tinha sido prepara com toda etiqueta para o primeiro tipo de convidados, se encheu do segundo tipo de comensais, nos quais não haviam pensado inicialmente. Para eles é agora o banquete. Chegou o momento, é sua oportunidade: o "Kayrós", o tempo de participar ativamente na realização do projeto de Deus, a festa de Deus com a humanidade. Os primeiros convidados - dos quais o final do evangelho diz que não eram dignos - foram chamados três vezes para o banquete, mas não fizeram caso, pois estavam ocupados com suas coisas e interesses. Os outros participantes, que não haviam recebido convite oficial, primeira aceitam e acolhem alegremente o convite informal os andantes para desfrutar do banquete das bodas... Esta diferente atitude nos permite constatar que existem claramente diversas formas de responder o chamado para participar na construção do Reino de Deus. Por isso diz o evangelho que "são muitos os chamados e poucos os escolhidos" O vs. 11 acrescenta um elemento novo à parábola, que muda a perspectiva que até agora levava o relato: a presença do Rei oferece uma clave que nos indica uma idéia de juiz do,, que recai sobre cada um dos convidados que estavam desfrutando do banquete; neste ponto tem sentido a pergunta pela veste de festa, visto que entre os convidados existe um que não a traz, isto é não está preparado, e é colocado para fora, para as trevas. É interessante tomar consciência de como o evangelho põe as trevas fora, do banquete, da comunidade da igreja... A partir desta história que tem como eixo central, expressamos como é o Reino de Deus, quem são os convidados e quem preside o banquete, seria bom que nós perguntássemos a que grupo de convidados nós pertencemos, que atitude assumimos diante do convite para participar do Reino, se somos sensíveis frente ao conflito Reino/anti-reino, se estamos preparados ("vestes de festa") para assumir as exigências do Reino... PARA A CONVERSÃO PESSOAL. Deus convida a todos para participar do banquete da festa de seu Reino. A vida é um convite, um convite festivo, uma festa... Estou disposto a aceitar esse convite, a acolhê-lo sem prejuízos nem condições, a viver a vida como uma festa, a aproveitá-la conscientemente, e a colaborar para que todos participem da festa do Deus da Vida? PARA A REUNIÃO DE GRUPO. - A parábola dos convidados para o banquete pode ser interpretada como significado de nossa própria vida convite feito por Deus ao banquete da vida... Comentar a respeito deste símbolo entre todos do grupo. Nós nos consideramos convidados? Convidados a um banquete? Podemos comparar a vida a um banquete? Em que aspecto sim ou não? Se a vida humana não é a participação em um banquete, não é por si mesma, ou por que não deixamos que ela seja? - Muitas vezes foi usada religião para nos "por medo" e nos atormentar com ameaças de castigo. Em que Deus acreditamos, no Deus dos castigos ou no que busca nosso gozo e nossa alegria, nossa vida e nossa morte? Cremos de verdade que Deus nos ameaça com o "pranto e o ranger os dentes"? Que sentido podemos dar hoje a expressões como estas? PARA A ORAÇÃO DOS FIEIS. § Por todo o povo de Deus, para que acolha com carinho o convite de Jesus para construir um mundo novo, justo e fraterno. Rezemos... § Por todos nós para que nossa vida contagie de alegria por termos sido convidados a uma festa... Rezemos... § Por todas as pessoas, para que seja qual for sua ideologia e sua atividade profissional, trabalhem com alegria para o bem da humanidade. Rezemos... § Por todos os que são educadores de crianças adolescentes e jovens, para que façam com critérios de amor e de justiça. Rezemos... § Por todos os cristãos, para que superemos a "religião do medo" e vivamos com fé no Deus da justiça e do amor. Rezemos... § Por todos e cada um de nós, para que acolhamos a todos os que necessitam de nós, sem discriminar. Rezemos... PARA A ORAÇÃO COMUNITÁRIA Ó "Deus", mistério insondável que estais no mais profundo do Ser e da Vida, que chamamos de Pai, Origem, Fonte, Começo... Nós alegramos hoje, com Jesus, te agradecemos hoje por nos convidar para o banquete da vida, a festa das bodas do amor... Sustentai nossa alegria e nossa esperança, para que como nos disse Jesus, consideremos nossa vida toda, um convite a alegria e a participação na festa da Vida. Nós te pedimos inspirados e motivados por Jesus, teu filho e irmão nosso. AMÉM.
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