
La Red de Liturgia es una iniciativa latinoamericana que nace en 1991 de la mano del pastor brasileño Ernesto Barros Cardoso, como una manera de crear lazos firmes entre las personas que deseaban compartir sus experiencias en este terreno de la vida eclesial.
MATEUS 22.34-46
LEVÍTICO 19.1-2,15-18
1 TESSALONICENSES 2.1-8
Claudete Beise Ulrich
1 Introdução
O texto indicado para a prédica neste 24º Domingo após Pentecostes está no Evangelho de Mateus 22.34-46. Esse texto encontra-se no contexto de uma discussão rabínica. Do método de discussão do rabi constava: primeiramente, o rabi responde a três perguntas, em seguida também interroga. Esse método também é adotado por Jesus, permitindo-lhe tomar posição
diante das diversas correntes religiosas de seu tempo. No capítulo 22 do Evangelho
de Mateus, encontramos os seguintes questionamentos:
Os grupos dos fariseus e herodianos (Mt 22.15-22) questionam Jesus sobre o imposto. Jesus deixa cada um com sua liberdade diante de Deus. "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt 22.21).
O grupo dos saduceus pergunta a Jesus sobre a ressurreição dos mortos (Mt 22.23-33). Jesus deixa claro que as questões levantadas pelos saduceus sobre a ressurreição dos mortos são inúteis. Ele vai ao ponto central, lembrando a Escritura: "[...] não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de
mortos e sim de vivos" (Mt 22.32).
Um fariseu, intérprete da lei, questiona Jesus sobre o grande mandamento na lei (Mt 22.34-40). Jesus responde com o grande mandamento do amor (Mt 22.37-38). Por fim, Jesus interroga seus adversários sobre ele próprio (Mt 22.41-46). Quando Jesus entrou em Jerusalém, foi aclamado como "Filho de Davi". Em seu questionamento, Jesus faz perceber toda a profundeza de um título cujo sentido será descoberto somente depois da ressurreição. Os
adversários não ousam mais interrogá-lo.
Portanto o texto previsto para a pregação encontra-se dentro do bloco das controvérsias. São duas unidades de texto (Mt 22.34-40 e Mt 22.41-46), bem emolduradas e próprias entre si. Sugiro que a pregação enfatize o duplo mandamento do amor. Essa ênfase encontra-se também no texto de leitura do Antigo Testamento, Levíticos 19.1-2,15-18: "[...] Não te vingarás,
nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor". O texto de leitura do Novo Testamento – 1 Tessalonicenses 2.1-8 – afirma que Paulo, Silvano e Timotéo dirigem-se à igreja dos tessalonicenses não somente para oferecer o evangelho: "Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes
muito amados de nós" (1 Ts 2.8). O amor a Deus está interligado com o amor ao próximo.
2 Reflexão exegética
O evangelho indicado para a pregação, como já dissemos, encontra-se no contexto das controvérsias. Jesus utiliza o método rabínico para dialogar com seus opositores. De acordo com Goppelt (1983, p. 65): "Na época de Jesus, Israel estava dividido em grupos religiosos claramente distintos. Partindo do cunho teocrático da coletividade judaica, esses grupos tinham também o caráter de partidos políticos".
No texto de Mateus 22.34-40, um fariseu intérprete da lei questiona Jesus sobre o grande mandamento na lei. "Os fariseus constituíam a linha religiosa dominante em Israel. Não haviam conseguido essa posição por acaso; representavam a orientação religiosa que o judaísmo pós-exílico havia tomado e que foi conservado no judaísmo talmúdico. Querem pôr em prática uma
existência sob a lei, compreendem-se como o verdadeiro Israel e querem que todo o povo siga sua orientação. Para Jesus, os fariseus não são de modo algum uma caricatura do judaísmo, mas seus representantes são representantes de uma vida sob a lei. Por isso ele nunca fala individualmente a respeito deles, mas sempre de maneira geral e típica. Somente quando compreendemos isso, a discussão de Jesus com esse partido adquire sentido e sua
acusação passa a ter peso" (Goppelt, p. 66).
Os fariseus trazem para Jesus uma velha questão. Um fariseu intérprete da lei questiona o grande mandamento na lei? Ele, na verdade, quer saber: qual é o mandamento que, ao mesmo tempo, resume tudo e leva a observar toda a lei? Naquele tempo, contavam-se 613 mandamentos, 365 negativos e 248 positivos, mas todos eram julgados importantes e obrigatórios (Storniolo, p. 164). Para todas as questões havia uma lei. O povo ficava perdido em meio a tantas leis. Por onde começar? Alguns pensavam que era a observância da
lei do sábado.
O conceito "lei" é encontrado em Mateus 22.36 (par. Lc 10.26) e Mateus 22.40. "A pergunta introdutória a respeito do "primeiro" ou "grande" mandamento (Mc e Mt) corresponde à visão rabínica e exige o relacionamento com a lei (Mt) e não com outros mandamentos (Mc). A pergunta é respondida também em sua modificação secundária com o duplo mandamento do amor (Dt 6.4s., Lv 19.18)" (Goppelt, p. 130). Não existe, portanto, como desejavam os fariseus, um amor a Deus e outro ao próximo. Ambos estão ligados um ao outro. Só existe amor a Deus se existir amor ao próximo.
Jesus responde com a lei, reinterprentando-a. Jesus responde ao fariseu, apontando para atríplice dimensão do amor: 1 – "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mt 22.37). Jesus faz referência a Deuteronômio 6.5, modificando o final: em vez de dizer "de toda a tua força" ele diz de "todo o teu entendimento". Coração, alma e entendimento são um modo israelita de falar: com tudo o que você é, tanto o que você conhece como o que não conhece de si próprio.
De todo o teu coração – Numa linguagem simbólica, o coração representa o lugar da vida interna da alma ou do homem na profundidade de seu ser: Ali têm lugar a alegria, o temor, a dor, o amor, o desejo, a inteligência e o pensamento.
De toda a tua alma – A alma é sinal da vida. Para os hebreus antigos, era simplesmente o ser vivo. É também considerada a fonte da vontade e dos sentimentos.
De todo o teu entendimento – O entendimento pode significar o intelecto, a razão, o conhecimento, passando pela experiência. O conhecimento de Deus é a compreensão do amor divino experimentado seja através da revelação, seja através da aliança.
O uso dos três termos (coração, alma, entendimento) tem a intençãode enfatizar que necessitamos amar a Deus integralmente. O amor necesita passar pelo corpo, pela razão e pela emoção. O amor a Deus sempre necesita ser entendido como reação ao amor que recebemos dele primeiro. O mandamento de amar a Deus, no Antigo Testamento, está ligado à aliança, mostrando a fidelidade do povo ao único Deus (lembra o primeiro mandamento).
Jesus acrescenta ao grande e primeiro mandamento o segundo, semelhante a este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.39b), fazendo referência a Levíticos 19.18b. A forma como Jesus apresenta o enlace do duplo Mandamento do amor é totalmente novo. Jesus reúne dois mandamentos originalmente separados, embora cada um seja recomendado pelos rabinos. Somente Jesus os apresentou juntos, fazendo uma síntese da fé. O texto do Antigo Testamento que Jesus usa como base (Lv 19.18) recomendava que os israelitas amassem os demais membros de seu povo; mais tarde essa recomendação foi ampliada, incluindo os residentes estrangeiros (Lv 19.34). O conceito de próximo que Jesus tinha era muito mais amplo (veja a parábola do bom samaritano – Lc 10.25-37), incluindo todos e todas.
Não há nenhuma exortação especial feita por Jesus em relação ao "amor a si mesmo". Jesus, no entanto, deixa claro a sua missão: Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10.10). O critério ético do amor ao próximo e a si mesmo é a busca de vida digna para todas as pessoas. Por isso a pessoa cristã vive do amor de Deus e ama as pessoas, inclusive toda a criação. É importante, sem dúvida, reconhecer em nosso próximo a imagen e semelhança de Deus (Gn 1.27). Nesse sentido, é necessário um grande respeito
às diferenças. Não somos iguais. Cada ser é único e irrepetível.
Mateus explica de maneira clara, em 22.40, o que a referência de Jesus ao duplo mandamento do amor afirma: "Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas". A lei quer ser observada sob ou a partir da prioridade do duplo mandamento do amor, que é, claramente, a culminância da lei. Em contraposição, o farisaísmo atém-se praticamente, na opinião de Jesus segundo Mateus 23.23, a muitos pequenos mandamentos da lei e esquecem "a justiça, a misericórdia e a fé".
No entanto, é necessário deixar claro que Jesus, em outras afirmações, não se contenta com a caracterização do mandamento do amor como culminância da lei. Também não revoga os demais mandamentos da lei para favorecer o duplo mandamento do amor do Antigo Testamento. O mandamento do amor adquire um novo sentido quando Jesus o proclama na parábola do bom samaritano. O mandamento do amor passa a ser um "novo mandamento", como interpreta João 13.34. Jesus também coloca junto os dois mandamentos do amor, que no Antigo Testamento encontram-se separados: amor a Deus (Dt 6.5) e amor ao próximo (Lv 19.18b). Jesus reinterpreta a lei num sentido totalmente novo: Só há amor a Deus se existir amor ao próximo.
Depois de ser questionado, Jesus também interroga os fariseus (Mt 22.41-46). Fechando o bloco dos questionamentos, Jesus interroga seus adversários sobre quem ele é: "Quem pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhes eles: De Davi" (Mt 22.42). Naquele tempo, todo mundo esperava um sucessor de Davi, o grande rei de Israel, que libertaria o povo de todos os seus inimigos e os ensinaria, novamente, a viver na justiça e no direito. Jesus cita o Salmo 110.1: "Disse o Senhor ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés". A intenção de Jesus é demonstrar que a libertação do povo não viria pela ação de um rei guerreiro como Davi. A libertação do povo chega quando cada um assume o projeto de cuidado pela vida, o qual o duplo mandamento do amor nos impulsiona a praticar. Jesus inverte o nosso olhar, fazendo-nos descubrir o que Deus quer de cada um de nós: pessoas que servem em amor. A fé é sempre ativa no amor.
3 Meditação
No texto para a pregação, Jesus responde à pergunta do fariseu intérprete da lei a partir do que o fariseu conhece: "a lei". Jesus demonstra conhecimento da lei. No entanto, ele a amplia, reinterpreta... Jesus enfatiza a tríplice dimensão do duplo mandamento do amor. Dessa forma, ele resume as muitas leis e obrigações existentes em seu contexto.
A pergunta do fariseu intérprete da lei não deixa de ser importante e atual. Claro, não levando em consideração a malícia e a maldade que estavam por trás da pergunta que o fariseu dirigiu a Jesus. Nosso mundo globalizado é conflitivo, individualista, egocêntrico, extremamente competitivo, parece que esqueceu o mandamento do amor.
Perguntamos como pessoas cristãs batizadas: O que fazer? Qual é o critério para as nossas decisões? Quais são os valores que devem orientar nossas ações e nossos posicionamentos? Como praticar o grande mandamento do amor? Como podemos imprimir, a partir do mandamento do amor, um novo modo-de-ser-e-estar-no-mundo?
É interessante observar que os fariseus perguntam sobre o grande mandamento na lei. Eles estão interessandos em leis, deveres, obrigações. A resposta de Jesus não fala de leis, mas do grande mandamento do amor. Encontramos no texto um contraste entre lei e amor. O amor nunca é obrigação, mas serviço desinteressado. A sua expressão exterior jamais é vista como
dever ou obrigação, e sim como satisfação e prazer. Jesus deixa claro que o sentido da existência humana não está no cumprimento pesado das obrigações, das leis, mas no cumprimento do amor, que traz satisfação e prazer para a vida. Jesus afirma sua ética: o amor conduz para o estabelecimento da vida digna.
A fidelidade ao amor tem sempre três faces interligadas: Deus, próximo e eu mesmo. O amor é criativo, imaginativo, respondendo de outras formas aos desafios que os conflitos cotidianos nos trazem. Na prática, amar a Deus é permitir que Ele nos ame, permitir que seu amor flua em nós, entender que não podemos conquistá-lo por obras ou méritos – nem atraí-lo por nossas ações, piedade ou prestígio pessoal. O amor de Deus é pura graça, revelado de forma definitiva em Jesus Cristo. A única maneira de amar a Deus é dar espaço e permitir que seu amor aja em nós. Como cristãos e cristãs batizadas temos como orientação para nossas vidas a palavra. Nesse sentido, o evangelho previsto para a pregação nos orienta? Jesus deixa claro que amar deve ser o critério para nossa prática e nosso refletir. É interessante perceber a profundidade do duplo mandamento do amor, que se manifesta numa tríplice direção.
Amor a Deus e ao próximo estão inter-relacionados, mas um não é sinônimo do outro. O amor a Deus não se esgota no amor ao próximo, não se resume a atitudes humanistas. Amor ao próximo brota e cresce do amor a Deus. Não é possível forçar o amor ao próximo. Se assim fosse, não seria amor, e sim lei. Amor ao próximo nasce da experiência do amor de Deus por nós, no qual a pessoa humana se sabe cuidada, protegida, amparada, consolada, enfim, amada. Saber-se amado, aceito, perdoado por Deus é sentir-se liberto da necessidade de guardar-se a si mesmo, de colocar o "eu" em primeiro lugar, de elevar-se às custas dos outros, de competir, de amar a si mesmo em primeiro lugar. Quem ama a Deus liberta-se do amor egoísta, da necessidade de estar sempre em primeiro lugar. É necessário passar por um processo de conversão, de libertação. Senão, o amor será sempre limitado.
Os fariseus cumpriam a lei ao pé da letra, eram piedosos, mas não amavam. Tudo era medido pelo cumprimento da lei. Na verdade, não conseguiam entregar-se totalmente nas mãos de Deus. Por isso também estavam preocupados e ocupados consigo mesmos. Eram convertidos, mas não eran libertos; por isso a sua forma de viver a piedade era opressiva. Só eram considerados salvos aqueles que seguiam as determinações das inúmeras leis. O amor a si mesmo, na verdade, era mais forte do que o amor a Deus. Em nosso contexto, também muitas vezes as pessoas são colocadas dentro de determinadas caixinhas. Se elas não se enquadram dentro de determinados esquemas, elas são marginalizadas. Como vivemos o amor ao próximo em nossas comunidades? Como nos relacionamos com aqueles e aquelas que são diferentes e pensam de forma diversa que a nossa? Como os obreiros e as obreiras da igreja vivem e expressam o amor ao próximo? Como nós membros do corpo de Cristo vivemos o duplo mandamento do amor? Como as autoridades públicas expressam o amor ao próximo sem discriminação e preconceito? Conseguimos nos indignar com as inúmeras cenas e situações de violência, corrupção e exploração em nosso contexto brasileiro? Será que ficamos com os corações endurecidos e o amor incondicional de Deus já não mexe conosco?
O amor a Deus é o alicerce para a realização do amor ao próximo.Tudo depende do amor a Deus, do qual brota o amor ao próximo. Só a confiança do amor de Deus liberta, transforma corações, capacita para o amor, cria nova criatura. Torna-se, portanto, necessário que ouçamos sempre a boa-nova do evangelho, do amor. Permitamos que a palavra penetre em nós, nos atinja, aja em nós e nos liberte de nós mesmos, acendendo em nós a chama do amor.
Quando a chama do amor se acende, o ser humano se liberta, o coração se transforma, nascem um novo ser humano e uma nova sociedade. Os corações, as mentes e o entendimento transformados estarão capacitados para ser sal e luz (Mt 5.13-16) nesta terra e para toda a humanidade.
4 Imagens para a prédica
Procurar imagens escritas e visuais em revistas, jornais e internet que expressam situações de amor e desamor do nosso cotidiano, chamando atenção para o contraste existente em nosso cotidiano. Ler o texto do evangelho, apontando para o contexto das diferentes controvérsias.
Diferentes grupos religiosos e políticos questionam Jesus. Ele responde às perguntas de seus opositores. Fazer uma análise do texto, apontando para a resposta de Jesus à pergunta do fariseu intérprete da lei. Destacar o duplo mandamento do amor, que se manifesta numa tríplice dimensão. O que nos diferencia como pessoas cristãs batizadas é a vivência do amor. O nosso
amor é sempre resposta ao grande amor de Deus por cada um de nós. Nós amamos porque Deus nos amou primeiro e capacita-nos sempre para o amor, pois somos justificados por graça e por fé. A prática do amor transforma!
– Muito se fala sobre o amor... No entanto, há um descompasso entre o falar e o agir (apontar novamente para as imagens do cotidiano). O amor a Deus sempre envolve o amor ao próximo. Não existe amor numa via só. Quem ama a Deus ama o seu próximo como a si mesmo.
Poderíamos perguntar? No mundo capitalista, globalizado, consumista, o amor a si mesmo parece imperar em primeiro plano. O "eu" está em primeiro lugar. Jesus inverte essa
ordem, colocando em primeiro lugar o amor a Deus e o amor ao próximo como a si mesmo. Não podemos esquecer que o amor de Deus sempre é maior do que o amor que nós, pessoas humanas, praticamos e vivemos. Somospecadores que vivem da graça amorosa de Deus.
O duplo mandamento do amor compromete-nos com o cuidado da vida.
Quem ama assume um modo de ser de cuidado com toda a criação. De acordó com Boff, "isso significa conceder direito de cidadania à nossa capacidade de sentir o outro, de ter compaixão com todos os seres que sofrem, humanos e não-humanos, de obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que à lógica da conquista e do uso utilitário das coisas" (Boff, p. 102). A prática do amor transforma nossa forma de viver. Quebra barreiras.
Reconstrói relacionamentos. Vive da reconciliação. Impulsiona para a construção coletiva de uma vida com abundância. A prática do duplo mandamento do amor resume a vida da pessoa cristã.
Poesia
(pode ser dramatizada ou recitada por um grupo da comunidade)
Quando pinta o amor
Quando pinta o amor
Dança leve a liberdade
Porque o amor liberta
Quando pinta o amor
Há motivos para festa
Porque o amor alegra
Quando pinta o amor
Reina a vida soberana
Porque o amor dá vida
Quando pinta o amor
É uma bênção à velhice
Porque o amor protege
Quando pinta o amor
Fala alto a verdade
Porque o amor é sincero
Quando pinta o amor
Paira a paz, fidelidade
Porque o amor confia
Quando pinta o amor
Nasce a solidariedade
Porque o amor congrega.
(Edson Ponick et al. Dez mandamentos: liberdade e compromisso. São Leopoldo: Sinodal, 1996. p. 67-68. Série Educação Cristã e Criatividade)
5 Subsídios litúrgicos
Saudação:
L – Querido Deus, abre os meus lábios.
C – e a minha boca proclamará os teus louvores.
L – Glória seja a ti, ó Deus, que enviaste Jesus Cristo e o Espírito Santo, E nos reúnes num mesmo e grande amor.
C – Como era no princípio, agora e sempre.
L – Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
C – Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Amém.
Confissão de pecados:
Confesso-te, Deus de amor.
A semana que passou não foi muito boa. Aquela menina vendendo flores... Aquela mãe sem dinheiro para o remédio de seu filho...Aquele telefonema que me deixou inquieta no meu trabalho... A notícia de desemprego da minha amiga... Confesso-te, Deus de amor,
Minha limitação, minha indignação Diante das coisas que não consigo mudar E ao mesmo tempo minha diferença para com aquelas coisas Que posso mudar.
Acolhe-me, Deus de amor, ajuda-me a te amar de todo o coração E a amar o meu próximo como a mim mesma. Transforma o meu jeito de viver. Ajuda-me a ser mais amorosa.
Perdoa-me em nome de Jesus Cristo. Amém.
(Adaptado de Inês de França Bento)
Oração do dia:
Deus de amor, pedimos neste culto em especial pelo teu Espírito de amor.
Liberta-nos do ódio e da violência; socorre-nos de nós mesmos, do amor egoísta.
Protege-nos das noites sem estrelas; cura-nos da opressão; afasta-nos do medo e da covardia.
Acorda-nos e faze-nos mensageiros e mensageiras do teu reino, que é feito de amor, bondade, cuidado e compreensão. Ensina-nos a viver no cotidiano o mandamento do amor. Ajuda-nos a te amar de todo o coração, alma e entendimento. Dá que possamos estender as mãos às pessoas próximas, amá-las sem discriminação, no respeito às diferenças. Dá-nos o teu espírito de amor. Em nome de Jesus. Amém.
(Adaptado de Inês de França Bento)
Bênção final:
Abençoa-nos, Deus Pai e Mãe.
Derrama sobre nós
o teu Espírito de amor.
Vivenciado por teu filho,
para que possamos aquecer, cuidar e iluminar
com a tua luz amorosa
toda vida que nos cerca. Amém.
Bibliografia
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.
GOPPELT, Leonhard. Teologia do Novo Testamento, v. 1. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 1983.
MEINCKE, Silvio. 18º Domingo após Trindade: Mateus 22.34-40. In: KAICK, Baldur van (Coord). Proclamar Libertação, v. IV. São Leopoldo: Sinodal,1979. p. 194-197.
STORNIOLO, Ivo. Como ler o Evangelho de Mateus: O caminho da justiça. Paulinas: São Paulo, 1990.
WEBER, Eloir. 23º Domingo após Pentecostes – Mt 22.34-40 (41-46). In: HOEFELMANN, Verner; SILVA, João A. M. da (Coord.). Proclamar Libertação, v. 30. São Leopoldo: Sinodal, 2004. p. 253-258.