V Asamblea del CLAI
Buenos Aires, 19-25 de Febrero de 2007

Tema: La gracia de Dios nos justifica, su Espíritu nos libera para la vida

 

Primeira leitura : Malaquias 1,14b-2,1-2.8-10
Se fizerdes algum mal à viúva e ao órfão, minha cólera se inflamará contra vós.
Salmo responsorial: Sl 130 (131), 1. 2. 3
Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
Segunda leitura: 1 Tessalonicenses 2, 7b-9.13
Desejávamos dar-vos não somente o evangelho de Deus, mas até a própria vida.
Evangelho: Mateus 23, 1-12
Eles falam, mas não praticam.

Malaquias é um profeta da época pós exílica,ou seja, século IV a .C. depois que o povo judeu que vivia na Babilônia retornara à Jerusalém. Seu trabalho se concentrou em questionar a política dos exilados que começaram a expropriar o povo que habitava as terras da Palestina e que vivia a ali  mais de meio século. A maior parte dos exilados estava mais preocupado por fazer fortuna e ocupar a maior parte de terra possível, que por reedificar os fundamentos éticos, sociais e fraternos do novo Israel.

Por outro lado, os habitantes da província de Judá, Galileia e Samaria se viram abalados por uma onda agressiva dos repatriados que, dispondo de grandes quantias em dinheiro, pretendiam apoderar-se da terra tratando o povo do país como estrangeiros. Esta situação jogou por terra a esperança de muitos profetas que esperavam que Israel tivesse mudado seu proceder depois do exílio. O pior de tudo era que esta maneira abusiva e violenta de proceder era liderada por um grupo de levitas que se consideravam os proprietários da autentica religião de Israel.

O profeta Malaquias é muito direto em suas denuncias. Utiliza a mesma linguagem pomposa e retumbante das celebrações litúrgicas para denunciar as arbitrariedades da casta sacerdotal que se aproveita da ignorância do povo humilde da província para cometer toda espécie de atropelos. O pior de tudo é que os que se apresentem como baluartes da Lei, não tem nem mais o mínimo sentido de justiça. Não respeitar o direito dos pobres e violar a aliança do Senhor, isto é uma ofensa mais grave que qualquer infração ritual ou disciplinaria. 

O ensinamento de Jesus se orienta nesta mesma direção e põe em cheque as pretensões de tantas pessoas que se preocupando pela ortodoxia descuidam dos principais elementos da justiça.

A catequese se preocupou durante longo tempo em transmitir a doutrina corre. Por isto, se de deu enfasis em aprender os dez mandamentos,, os sacramento, os sete dons do Espírito Santo e seus catorze frutos e outras muitas tradições. Este interesse catequético é legítimo e inquestionável. Sem dúvida, é necessário perguntar: a catequese que se preocupa tanto pela “doutrina correta”, a chamada “ortodoxia”, se preocupa igualmente pela prática correta, a chamada “ORTOPRÁXIS”?

O evangelho de Mateus é direto e taxante. Pede que aceitemos a ortodoxia sempre e quando está baseada e fundamentada na orto práxis, isto é, na prática da justiça. Pois, anunciar as doutrina corretas, que todo mundo aceita, é muito fácil. O difícel é praticá-las. Por isso, urge mais revisar nossas práticas catequéticas que os sistemas doutrinais. 

Durante muito tempo nossa catequese se limitou, em grande parte, a memorizar preceitos, doutrinas e fórmulas. O evangelho nos pede que, sem esquecer tudo isto, nos preocupemos em realizar o que elas propõem. O fundamental de toda doutrina cristã, contida no evangelho, é a prática comunitária da caridade expressada em uma exigência irrevogável de justiça. A comunidade cristã existe para anunciar boas noticias à humanidade. Converte-se ela mesma em boa notícia quando transforma as realidades da morte em caminhos para a vida em abundancia e não quando se anuncia a si mesma. 

Por esta razão, a catequese não pode se converte em uma transmissão virtual de conteúdos religiosos, senão em uma prática pedagógica comunitária. A comunidade só pode ensinar e aprender com o exemplo e a participação de todos seus integrantes, sem distinção de sexo, idade ou ofício ministerial. Pois, ainda que se trate de praticar e ensinar a justiça nada exime de ser catequista e nada exclui de ser catecúmena.  

Para a revisão de vida

Eu mereceria ouvir o que Jesus disse aos seus concidadãos?  “Fazei o que eles dizem, mas não o que fazem”   

Crer no que diz. Pregar o que se crer. Viver o que sois.

Para a reunião de grupo.

- “Não deixeis que vos chamem de mestres, pais nem chefes... o primeiro dentre vós, seja o servidor de todos”... Deixando de lado a aplicação literal destas recomendações de Jesus, que presencia o afã de poder e da incoerência entre o proclamado e o vivido vemos nossa vida como Igreja institucional, e nas estruturas eclesiásticas concretamente? Exemplos e considerações.

- “Trabalhamos de noite e de dia para não ser um peso para nenhum de vocês”... É o tema da economia na evangelização, e na Igreja. Sem dinheiro, no se podem fazer a maior parte das obras que se fazem na Igreja, na vida da comunidade cristã, na Paróquia, na evangelização. Mas se introduzem os salários, o dinheiro pode acabar mercantilizando até o mais puro da fé... Será melhor fazer menos coisas na Igreja, mas que sejam gratuitas, ou que uma Igreja funcione muito bem, ainda que todos os que trabalham na Igreja o façam por um salário?

- Continuando com o mesmo tema: Deveriam viver os sacerdotes e os evangelizadores em geral de seu próprio trabalho? Nos países onde todavia a Igreja é financiada pelo Estado, não deveriam os cristãos conscientes esforçar para que a Igreja caminhe para um independência para que se consiga ou não o autofinanciamento? É mais importante a independência que o autofinanciamento?

Para a oração dos fiéis.

- Para que na Igreja reinem sempre a unidade, a caridade mútua, o serviço de uns a outros, o estar sempre a disposição dos que de nós necessitem. Remos...

- Para que todas as pessoas e nações da  terra possam servir a Deus na paz, na justiça e na prosperidade. Rezemos...

- Por todas as pessoas que sofrem em corpo e em seu espírito encontrem esperança no amor de Deus Pai e consolo na solidariedade dos irmãos. Rezemos...

- Por todos os governantes para que sejam conscientes de sua condição servidores do povo e cessem os autoritarismo, as ditaduras e as oligarquias. Rezemos...

- Por nossos entes queridos já falecidos gozem do descanso eterno, coroados de glória no Reino de Deus. Rezemos...

Para a oração comunitária.

Deus, nosso Pai, faça que nosso coração esteja cada dia mais aberto a tua Palavra, para que nossa vida seja cada mais conforme o que Tu nos dizes, e assim caminhemos seguindo teus passos e vamos construindo, com tua ajuda, teu Reino entre nós, até o dia em que Tu nos presenteies em toda sua plenitude. Por Jesus Cristo nosso Senhor. AMÉM.