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V Asamblea del CLAI |
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Primeira leitura : Malaquias 1,14b-2,1-2.8-10 Malaquias é um profeta da época pós exílica,ou seja, século IV a .C. depois que o povo judeu que vivia na Babilônia retornara à Jerusalém. Seu trabalho se concentrou em questionar a política dos exilados que começaram a expropriar o povo que habitava as terras da Palestina e que vivia a ali mais de meio século. A maior parte dos exilados estava mais preocupado por fazer fortuna e ocupar a maior parte de terra possível, que por reedificar os fundamentos éticos, sociais e fraternos do novo Israel. Por outro lado, os habitantes da província de Judá, Galileia e Samaria se viram abalados por uma onda agressiva dos repatriados que, dispondo de grandes quantias em dinheiro, pretendiam apoderar-se da terra tratando o povo do país como estrangeiros. Esta situação jogou por terra a esperança de muitos profetas que esperavam que Israel tivesse mudado seu proceder depois do exílio. O pior de tudo era que esta maneira abusiva e violenta de proceder era liderada por um grupo de levitas que se consideravam os proprietários da autentica religião de Israel. O profeta Malaquias é muito direto em suas denuncias. Utiliza a mesma linguagem pomposa e retumbante das celebrações litúrgicas para denunciar as arbitrariedades da casta sacerdotal que se aproveita da ignorância do povo humilde da província para cometer toda espécie de atropelos. O pior de tudo é que os que se apresentem como baluartes da Lei, não tem nem mais o mínimo sentido de justiça. Não respeitar o direito dos pobres e violar a aliança do Senhor, isto é uma ofensa mais grave que qualquer infração ritual ou disciplinaria. O ensinamento de Jesus se orienta nesta mesma direção e põe em cheque as pretensões de tantas pessoas que se preocupando pela ortodoxia descuidam dos principais elementos da justiça. A catequese se preocupou durante longo tempo em transmitir a doutrina corre. Por isto, se de deu enfasis em aprender os dez mandamentos,, os sacramento, os sete dons do Espírito Santo e seus catorze frutos e outras muitas tradições. Este interesse catequético é legítimo e inquestionável. Sem dúvida, é necessário perguntar: a catequese que se preocupa tanto pela “doutrina correta”, a chamada “ortodoxia”, se preocupa igualmente pela prática correta, a chamada “ORTOPRÁXIS”? O evangelho de Mateus é direto e taxante. Pede que aceitemos a ortodoxia sempre e quando está baseada e fundamentada na orto práxis, isto é, na prática da justiça. Pois, anunciar as doutrina corretas, que todo mundo aceita, é muito fácil. O difícel é praticá-las. Por isso, urge mais revisar nossas práticas catequéticas que os sistemas doutrinais. Durante muito tempo nossa catequese se limitou, em grande parte, a memorizar preceitos, doutrinas e fórmulas. O evangelho nos pede que, sem esquecer tudo isto, nos preocupemos em realizar o que elas propõem. O fundamental de toda doutrina cristã, contida no evangelho, é a prática comunitária da caridade expressada em uma exigência irrevogável de justiça. A comunidade cristã existe para anunciar boas noticias à humanidade. Converte-se ela mesma em boa notícia quando transforma as realidades da morte em caminhos para a vida em abundancia e não quando se anuncia a si mesma. Por esta razão, a catequese não pode se converte em uma transmissão virtual de conteúdos religiosos, senão em uma prática pedagógica comunitária. A comunidade só pode ensinar e aprender com o exemplo e a participação de todos seus integrantes, sem distinção de sexo, idade ou ofício ministerial. Pois, ainda que se trate de praticar e ensinar a justiça nada exime de ser catequista e nada exclui de ser catecúmena. Para a revisão de vida Eu mereceria ouvir o que Jesus disse aos seus concidadãos? “Fazei o que eles dizem, mas não o que fazem” Crer no que diz. Pregar o que se crer. Viver o que sois. Para a reunião de grupo. - “Não deixeis que vos chamem de mestres, pais nem chefes... o primeiro dentre vós, seja o servidor de todos”... Deixando de lado a aplicação literal destas recomendações de Jesus, que presencia o afã de poder e da incoerência entre o proclamado e o vivido vemos nossa vida como Igreja institucional, e nas estruturas eclesiásticas concretamente? Exemplos e considerações. - “Trabalhamos de noite e de dia para não ser um peso para nenhum de vocês”... É o tema da economia na evangelização, e na Igreja. Sem dinheiro, no se podem fazer a maior parte das obras que se fazem na Igreja, na vida da comunidade cristã, na Paróquia, na evangelização. Mas se introduzem os salários, o dinheiro pode acabar mercantilizando até o mais puro da fé... Será melhor fazer menos coisas na Igreja, mas que sejam gratuitas, ou que uma Igreja funcione muito bem, ainda que todos os que trabalham na Igreja o façam por um salário? - Continuando com o mesmo tema: Deveriam viver os sacerdotes e os evangelizadores em geral de seu próprio trabalho? Nos países onde todavia a Igreja é financiada pelo Estado, não deveriam os cristãos conscientes esforçar para que a Igreja caminhe para um independência para que se consiga ou não o autofinanciamento? É mais importante a independência que o autofinanciamento? Para a oração dos fiéis. - Para que na Igreja reinem sempre a unidade, a caridade mútua, o serviço de uns a outros, o estar sempre a disposição dos que de nós necessitem. Remos... - Para que todas as pessoas e nações da terra possam servir a Deus na paz, na justiça e na prosperidade. Rezemos... - Por todas as pessoas que sofrem em corpo e em seu espírito encontrem esperança no amor de Deus Pai e consolo na solidariedade dos irmãos. Rezemos... - Por todos os governantes para que sejam conscientes de sua condição servidores do povo e cessem os autoritarismo, as ditaduras e as oligarquias. Rezemos... - Por nossos entes queridos já falecidos gozem do descanso eterno, coroados de glória no Reino de Deus. Rezemos... Para a oração comunitária. Deus, nosso Pai, faça que nosso coração esteja cada dia mais aberto a tua Palavra, para que nossa vida seja cada mais conforme o que Tu nos dizes, e assim caminhemos seguindo teus passos e vamos construindo, com tua ajuda, teu Reino entre nós, até o dia em que Tu nos presenteies em toda sua plenitude. Por Jesus Cristo nosso Senhor. AMÉM. |
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